Última atualizaçao em: 05 de Novembro de 2020, ás 20:39

A forma como os elementos são organizados na tabela periódica, em ordem crescente de número atômico, faz com que certas propriedades dos elementos, como raio atômico e eletronegatividade, sigam um padrão na tabela. E isso acontece também com a energia de ionização.

A energia de ionização é definida como a energia necessária para retirar um elétron da camada de valência de um átomo na fase gasosa. Na forma que a tabela foi organizada, a variação dessa energia segue a seguinte tendência:

aumenta conforme o aumento da família e conforme a diminuição do período, ou seja, quanto maior a família e menor o período em que o elemento está, maior sua energia de ionização.

Contudo, em algumas partes da tabela ocorrem inversões nessa regra. Um exemplo dessa situação é a comparação entre as energias de ionização do nitrogênio e do oxigênio. De acordo com a regra, a energia de ionização do oxigênio deveria ser maior, mas isso não ocorre na prática.

Tal inversão ocorre devido a influência da simetria na distribuição de elétrons da última camada do nitrogênio. Vamos comparar os orbitais de valência do oxigênio e do nitrogênio para entender melhor:

energia de ionização
energia de ionização

Distribuições eletrônicas da camada de valência do nitrogênio e do oxigênio, respectivamente. Assim, podemos ver que o subnível de valência do nitrogênio (2p) apresenta uma simetria que não aparece no oxigênio, que possui o mesmo subnível de valência, mas com 4 elétrons.

Essa simetria existente na distribuição do nitrogênio o torna mais estável que o oxigênio, e faz com que sua energia de ionização seja maior.

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