A escrita e interpretação da língua portuguesa são essenciais para a vida e para o vestibular. Por isso, é uma grande vantagem conhecer os usos, tipos e funções das classes gramaticais, que são: substantivo, adjetivo, verbo, pronome, advérbio, conjunção, artigo, numeral, preposição e interjeição.

Baseado nisso, o Estratégia Vestibulares preparou uma publicação completa com o que você precisa saber sobre as conjunções. Confira!

O que é a conjunção?

Conjunções, ou conectivos, são palavras que compõem uma das dez classes gramaticais existentes no Português. Elas são invariáveis em termo de gênero, número e grau, ou seja, apresentam uma forma fixa.

Sua função é estabelecer a conexão entre duas sentenças, ou termos, no período composto, de forma que contribuem para a coesão e coerência no texto. 

Esses conectivos podem admitir diversos sentidos, conforme a expressão, uso ou localização em meio à frase. Abaixo, veja uma relação entre esses parâmetros.

Quais os tipos de conjunção?

As conjunções podem ser divididas em dois grandes grupos sintáticos: conjunções coordenativas e conjunções subordinativas.

Conjunção Coordenativa

São conectivos que unem orações que já têm sentido completo. Ou seja, são conjuntos de termos independentes que se somam

Por exemplo, as frases “A paz é o melhor estado de espírito” e “A felicidade é a paz da alma” são sintaticamente independentes. 

Para relacioná-las, é utilizada uma conjunção coordenativa aditiva: “A paz é o melhor estado de espírito e a felicidade é a paz da alma ”.  Dessa forma, com os devidos ajustes de concordância verbal e nominal, é possível relacionar duas orações desvinculadas.

Além disso, as Conjunções Coordenadas são divididas em cinco tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e expressivas.

Conjunção Subordinativa

Essas conjunções têm a função de relacionar orações sintaticamente dependentes. Isto é, orações que não fazem sentido sozinhas.

A partir das frases: “A paz é o melhor estado de espírito” e “Busco a paz a qualquer preço” – pode-se construir uma oração subordinada com uso da conjunção causal “já que”. Veja:

“Busco a paz a qualquer preço, já que é o melhor estado de espírito”. 

Nesse caso, o termo “felicidade” se aloja “dentro” da palavra “paz” e eles não podem ser separados.

Como nas Conjunções Coordenadas, as Subordinativas também são divididas, mas nesse caso, em 10 tipos: integrantes, causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, temporais, finais e proporcionais,

Qual a função de cada conjunção?

No âmbito geral, as conjunções podem atribuir valores para as frases, conforme os modelos abaixo.

Adição

Os conectivos de valor aditivo podem ser: além disso, além de que, como também, bem como, e, mas ainda, não só…como também, entre outras. 

No exemplo coordenativo, a adição aparece da seguinte forma: “Não só a amo, como também a admiro”.

Causa

Em termos de valor causal, veja algumas conjunções: porque, visto que, já que, como, devido a isso, por essa razão, uma vez que, etc.

Na oração subordinada a seguir, a relação de causa é estabelecida, observe: “Não vou ao colégio porque tenho dor de cabeça”.

Consequência

Outro tipo de elementos de ligação é o que possui valor consecutivo, ou seja, apresenta sentido de consequência, como em: tantos que, tal que, tamanho que, tão que

Na frase subordinativa “Tamanho era o problema que ela desistiu de resolver”, a desistência é resultado direto da magnitude do dilema.

Oposição

Um quarto aspecto comum, para os termos conectivos, é o adversativo. Nesse cenário, as orações vão apresentar valor oposto. Geralmente, as palavras usadas são: mas, porém, entretanto, todavia, contudo, apesar disso, entre outros exemplos. 

A junção oracional coordenativa a seguir apresenta valor de oposição, atente-se: “Eu quis te amar, mas você não me aceitou”. Nesse caso, a construção sintática contrapõe a vontade do locutor e a aceitação do interlocutor.

Comparação

Uma outra competência conjuntiva é a comparação. Geralmente, ela aparece com as expressões: como, que, mais que, menos que, tal qual

Por exemplo, a proposição subordinativa “Ela é mais chorona que sua irmã” compara as características emocionais entre as duas personagens.

Conformidade

As conjunções podem apresentar, também, aspectos conformativos quando são utilizadas as palavras: como, conforme, consoante, segundo.

Na frase “Ela passou no vestibular, como previam os professores” ocorre a conformidade entre a previsão dos professores e o resultado da aluna.

Proporção

Os valores proporcionais são muito comuns no dia a dia. Eles aparecem quando lançamos mão dos conectivos: à medida que, quanto mais, quanto menos, à proporção, ou outros. 

O período “Quanto mais amor, menos guerras” se relaciona com as proporções quantitativas entre “amor” e “guerras”.

Finalidade

Outra habilidade das palavras conjuntivas é a de finalidade, que aparece com os termos: para que, a fim de que, para que, etc.

No período “Abriram as portas para que o sol entrasse”, o conectivo evidencia o objetivo da abertura das portas.

Agora que você já conhece bem os conectivos da Língua Portuguesa, confira nosso artigo sobre conjunções na língua inglesa!

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