Compreender as características das sociedades passadas é muito importante para adquirir conhecimento histórico. É crucial, para os vestibulares atuais, conhecer os principais aspectos das civilizações pré-colombianas como astecas, maias e incas.

Por essa razão, o Estratégia Vestibulares montou resumos com as informações mais relevantes sobre essas civilizações. Neste artigo, aprenda sobre o Império Inca, acompanhe!

Como surgiu a civilização Inca?

A civilização inca, que compôs o Império Inca, foi uma sociedade que ascendeu e declinou rapidamente – com duração aproximada de um século. Essa comunidade é descendente de povos de diversas culturas que se somaram e que construíram cidades e modos de vida. 

Eles se desenvolveram, principalmente, na região do Peru – local onde deixaram sua marca registrada com as construções de Machu Picchu. Além disso, o território inca era extenso e, se ainda existisse, poderia ser contado como um dos maiores países do mundo.

Organização política e sociedade Inca

Na realidade, nunca existiu um povo inca, nas relações entre essas tribos, eles se consideravam como “tribos das 4 direções” ou “tribos dos 4 cantos”. A criação do termo inca surge por agrupar um conjunto de povos que falavam um só idioma, o quéchua.
Mas, então, de onde surge o nome inca? Sabe-se que eles eram governados por imperadores teocráticos, ou seja, que representavam a personalidade divina na terra. Na língua quéchua, os imperadores, os governantes, os cobradores de impostos e a elite eram chamados de “inka” – essa é a origem mais notável para o termo inca, que foi transliterado após a chegada dos espanhóis.

O imperialismo e expansionismo inca eram notáveis tanto pela conquista quanto pela junção com outras tribos de culturas distintas. Quando agregadas ao império inca, as tribos admitiam novos costumes e pagavam impostos para o reino central, localizado em Cusco, onde ficava o imperador, também chamado de Sapainka

A administração da sociedade Inca era dependente de um sistema de nós e cordões em lãs de lhama, chamados de quipos – esses instrumentos eram utilizados como forma de contagem de impostos, dívidas, população, entre outros. O posicionamento dos números e dos cordões indicava um número, enquanto as cores mostravam qual grandeza estava sendo quantificada na ferramenta.

Religião dos Incas

Os incas seguiam uma religião politeísta, muito voltada para a natureza e suas nuances. Como parte de seus ritos sagrados, esse povo prestava sacrifícios humanos aos deuses, de forma que o sangue era um símbolo máximo de força e oferenda.

Deuses Incas

Os deuses mais conhecidos da civilização inca são o deus sol e a deusa lua. Para os incas eles representavam a relação harmoniosa entre os opostos, ou seja, a lua que traz a noite e o sol que traz o dia trabalham de forma equilibrada para manter o ritmo e a sincronia do universo. 

As interações socioeconômicas foram cruciais para o desenvolvimento de uma religião inca: o equilíbrio entre os deuses se conectaram com a agricultura, dada a importância dos períodos noturnos e diurnos para completar as colheitas e prover a subsistência do povo. 

Cultura e arte da civilização Incas

A cultura inca está muito relacionada com a região onde vivia. Por exemplo, as lhamas  e as alpacas eram utilizadas como meio de transporte, alimentação e as lãs eram empregadas na fabricação têxtil.

Diferentemente dos astecas e maias, os incas não deixaram registros de uma escrita padronizada. Por outro lado, a nobreza produziu conteúdos astronômicos, matemáticos e históricos de grande importância para o estudo dessa civilização. 

Arquitetura Inca

A arquitetura inca é muito notável porque foi construída em fortes edificações de pedra. Uma das características destacáveis é o corte e encaixe perfeito entre as pedras que resistiram aos terremotos frequentes da região. 

Por exemplo, as construções de Machu Picchu ainda podem ser visitadas no país do Peru. Acredita-se, inclusive, que grande parte dessa preservação arquitetônica se deu porque os espanhóis não chegaram a essa altitude.

Agricultura Inca

A agricultura era uma forte característica da civilização inca. Por meio de técnicas de irrigação e plantio eles instituíram terras aráveis para o plantio de quinoa, batata, mandioca, batata-doce, entre outros alimentos. Devido aos terrenos não regulares, os incas também criaram sistemas de curva de nível para suas lavouras.

A colheita era utilizada para a alimentação e também para a troca comercial entre os povos. Dessa forma, o escambo era muito presente na economia inca. 

Declínio e fim da civilização Inca

Pouco antes da chegada dos espanhóis, os incas estavam envolvidos em uma guerra civil entres os impérios da região em que estavam estabelecidos. Quando os colonizadores encontraram os territórios, o império estava fragilizado e sua força não pôde resistir ao número de espanhóis atacantes. Quando os invasores capturaram e mataram o Sapainka, ocorreu a desestabilização do império inca e a colonização foi implantada.

Nesse sentido, é importante lembrar que o declínio dessa civilização não aconteceu porque eles não lutaram, mas porque ficaram vulneráveis às doenças, às invasões, às armas de fogo e técnicas abruptas impostas pelos europeus.

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