Compreender a História da humanidade requer o entendimento dos acontecimentos, culturas e conhecimentos relacionados a cada época. Nesse sentido, os vestibulares costumam cobrar os desdobramentos das grandes circunstâncias, como as Grandes Guerras Mundiais, a Crise de 1929 e a Guerra Fria.

Por isso, o Estratégia Vestibulares preparou um resumo sobre a Crise de 1929, com uma compilação das causas e consequências geradas por esse evento histórico.

O que foi a crise de 1929?

A Crise de 1929, ou somente Crise de 29, é iniciada no momento em que a Bolsa de Valores de Nova York entrou em falência – situação que assumiu proporções internacionais. 

Esse período representa um grande fracasso econômico e social para todas as nações. Assim, ficou conhecido, também, como  “Grande Depressão”.

Contexto histórico

No início do século XX, os Estados Unidos alcançaram o auge do seu liberalismo econômico, com a efervescência do capitalismo. Isso se deu, principalmente, após a Primeira Guerra Mundial, quando o país evoluiu exponencialmente sua indústria e comércio internacional.

Nesse cenário, surgiu o estilo de vida “American way of life”. Na época, a felicidade estava relacionada ao consumismo e aos comportamentos dos indivíduos para se adequar a uma vida repleta de mercadorias, lazeres e produtos culturais do capitalismo

Nova York

Toda essa euforia econômica causou a abertura numerosa de novas empresas que possuíam ações na Bolsa de Valores de Nova York.

Os bancos, nessa época, emprestavam dinheiro a juros baixos, com o objetivo de aumentar o consumo. Entretanto, os cidadãos usavam esses empréstimos para a aplicação de investimentos maciços no mercado financeiro especulativo, mas o processo ocorreu sem regulação ou intervenção estatal – principal causa da Crise de 1929.

Qual a causa da crise de 1929?

Com o passar do tempo, a animação geral chegou ao ponto em que a população já não possuía créditos suficientes para comprar todas as mercadorias disponíveis. Esse fato ficou conhecido como crise da superprodução, quando o estoque de produtos era muito maior que a capacidade de compra dos cidadãos

Ao longo dos dias, essa superprodução causou a desvalorização das indústrias, uma vez que o grande volume de itens estocados diminuiu o preço mercantil dos produtos – conforme as leis propostas pelo capitalismo. Devido a isso, ocorreu uma demissão numerosa de funcionários – situação que acentuou a lacuna econômica.

Nesse mesmo contexto, com o fim da primeira grande guerra, a Europa começava a se desvencilhar das fábricas americanas – o que reduziu drasticamente o mercado consumidor.

Com a maciça falência empresarial, as ações compradas na especulação financeira da bolsa de valores começaram a ser vendidas em grandes quantidades. Esse fluxo gigantesco de venda de ações causou um colapso na Bolsa de Nova York no dia 24 de outubro de 1929 – a quinta-feira negra.

Como consequência, houve um crash dos mercados bancários, das empresas, redução da oferta de empregos e salários. Em seguida, a fome, a miséria, o desespero e a falta de recursos mínimos dominou a sociedade estadunidense – com reverberação para todo o mundo capitalista que mantinha relações comerciais com os norte-americanos.

Crise de 1929 no Brasil

Nessa época, o Brasil tinha o café como principal e maior produto de agroexportação. Assim, possuía os Estados Unidos da América como um grande comprador do nosso grão. 

Com a Grande Depressão, os EUA e diversos importadores diminuíram o consumo do café brasileiro – o que diminuiu drasticamente o preço do produto. Então, o governo brasileiro optou por fazer a compra e queima dos excedentes das colheitas, com isso, o estoque era diminuído e o grão valorizado.

Nessa época, também, a crise foi um fator determinante para que os cafeicultores investissem no setor industrial brasileiro – é válido citar que uma economia agroexportadora é muito suscetível ao cenário mundial, por isso a industrialização é um passo importante para a prosperidade autônoma de um país.

Consequências da Grande Depressão

Em 1932, foi eleito o presidente Franklin Roosevelt, que implementou um plano de estabilização da economia chamado de “New Deal”

No New Deal, o governo consegue intervir diretamente na economia, no setor industrial e agrícola. Com isso, o Estado estabeleceu novas obras e trabalhos públicos que empregavam os cidadãos. Além disso, foram empregadas alterações no dólar, fomento para a atividade rural  e outras medidas de recuperação. 

Ainda assim, a economia estadunidense só foi completamente restabelecida após a segunda guerra mundial!

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