Na preparação para o vestibular, é muito relevante o estudo da zoologia: principais classificações biológicas e a caracterização dos animais. Por exemplo, é importante conhecer os filos dos poríferos, cnidários,  platelmintos, nematelmintos, anelídeos, artrópodes, moluscos, equinodermos e cordados.

Por isso, o Estratégia Vestibulares preparou um artigo que resume as propriedades dos poríferos. Acompanhe!

O que são Poríferos? 

O filo Porifera é composto por animais repletos de pequenos orifícios em sua superfície – os poros – por isso o nome “poríferos”

Eles são seres aquáticos e predominantemente marinhos, embora existam exceções dulcícolas. A organização corporal é muito simples, a alimentação ocorre por filtração e são conhecidos, popularmente, como esponjas.

Quais as características dos Poríferos?

Os poríferos são animais que não possuem tecidos verdadeiros porque não passam pelo processo de diferenciação celular durante a embriogênese – característica própria dos seres parazoários.

Nas esponjas, é muito importante o papel dos poros – que permitem a entrada de água – e dos coanócitos – células flageladas que ajudam na movimentação e passagem da água através do corpo esponjoso.

Ambas as estruturas são essenciais para a nutrição dos poríferos, pois esses seres filtram a água que os atravessa e absorvem dela a matéria orgânica necessária para o desenvolvimento –  com a conclusão da digestão no espaço intracelular por meio da fagocitose lisossômica.

A divisão do corpo dos poríferos é dada pela abertura central, chamada ósculo – por onde a água sai – e a parte interna central, denominada de átrio – onde a água passa.

Outras células relevantes nas esponjas são os amebócitos, que atuam na fagocitose das substâncias nutritivas. Logo acima dos amebócitos, são encontrados os pinacócitos, que formam o revestimento externo da estrutura corporal porífera.

Devido à simplicidade geral dos animais desse filo, a respiração e o transporte de gases são processos dependentes da difusão. A excreção, por sua vez, ocorre em cada célula e os produtos são lançados diretamente na água.

Além disso, eles não podem se locomover, por estarem fixados ao substrato, ou seja, são animais sésseis. Dessa forma, é possível que estabeleçam colônias ou sejam encontrados sozinhos no ecossistema aquático.

Tipos de Poríferos

Conforme observada a estrutura e organização dos diferentes poríferos, eles são divididos em três grupos diferentes:

  • Asconóide ou áscon: esse é o conjunto mais simples dos poríferos, com coanócitos que revestem a espongiocele, paredes finas e sem muitos dobramentos. Em geral, os asconoides têm tamanho reduzido em relação aos outros tipos;
  • Sícon ou siconóide: eles são o grupo com complexidade estrutural intermediária entre os asconóides e os leuconóides. Nos siconóides, as paredes se tornam mais espessas, surgem algumas dobraduras e os coanócitos se dispõem em canais radiais; e 
  • Lêucon ou leuconóide: seres que possuem a estrutura mais complexa do filo, com átrio reduzido e paredes repletas de invaginações e canais.

Como acontece a reprodução?

A reprodução das esponjas pode acontecer de forma sexuada ou assexuada. A seguir, entenda como ocorrem esses processos!

Reprodução assexuada

Os poríferos podem formar brotos, que se desprendem do corpo genitor, se fixam ao território e originam novas esponjas – essa é a reprodução assexuada por brotamento.

Em outros casos, esses seres formam gêmulas, que são estruturas indiferenciadas e protegidas contra condições desfavoráveis do ambiente. Assim, essas gêmulas só desenvolvem esponjas quando encontram o ecossistema necessário para a sobrevivência. 

Além de que, os poríferos podem se regenerar quando são cortados ou lesionados em alguma estrutura corpórea, de forma que constroem um novo organismo esponjoso.

Reprodução sexuada

As esponjas conseguem, também, desenvolver gametas viáveis para a fecundação externa.
Por ser hermafrodita, o animal possui gametas femininos e masculinos, mas eles amadurecem em épocas diferentes para evitar a autofecundação.

As células gaméticas masculinas são lançadas no ambiente aquático e se associam a um gameta feminino, que fica no interior de uma esponja de comportamento feminino. A união deles desenvolve uma larva natante que se fixa a um substrato, perto ou longe da esponja-mãe, e se torna um porífero adulto.

Qual a importância?

Antigamente, as esponjas eram muito utilizadas no banho higiênico das pessoas, devido à alta absorção de água. Hoje, elas foram substituídas por buchas sintéticas.

Em termos biológicos, os poríferos podem abrigar pequenos animais, além de serem integrantes da cadeia alimentar e do ecossistema aquático . Nos estudos científicos, muitas moléculas fabricadas por esponjas podem servir de inspiração para a confecção de remédios e tratamentos – como na Aids ou pesquisas sobre o câncer.

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