O reino animal é fascinante e desperta a curiosidade de muitas pessoas. No estudo do desenvolvimento e evolução dos organismos, existem os filos, que agrupam seres vivos semelhantes e relacionados. Por exemplo, o termo cnidários agregam às águas vivas, medusas, corais, anêmonas, entre outros.

Como as classes e classificações dos animais são muito cobradas em vestibulares nacionais, o Estratégia Vestibulares preparou um artigo em que são explicadas as características do filo Cnidaria. Acompanhe e confira!

Quais as características dos cnidários? 

Os cnidários são animais diblásticos, ou seja, apresentam dois folhetos embrionários, chamados de ectoderme, localizados na parte externa e endoderme, na porção interna. Para a separação entre essas camadas celulares, existe a mesogleia – uma fração acelular que substitui o mesoderma. 

O desenvolvimento desses invertebrados é protostômico, o que significa que na embriogênese o blastóporo dará origem à boca. Ainda sobre o trato digestório, seu tubo digestivo é incompleto, com a existência de uma cavidade gastrovascular. É interessante citar que a digestão dos cnidários ocorre em duas etapas, uma extracelular e outra intracelular. Ela se inicia na cavidade gástrica e termina por meio de enzimas digestivas dos lisossomos. 

Esses seres realizam respiração e transporte de substâncias através da difusão. Constata-se que no cladograma evolutivo, o filo Cnidaria é o primeiro a apresentar sistema nervoso, o qual aparece de maneira difusa e não coordenada. 

A característica mais marcante desse filo é a presença de cnidócitos ou nematocistos. Isso é, possuem uma bolsa que armazena substâncias urticantes e tóxicas, que participam da defesa e conquista alimentar dos cnidários. 

É comum que ocorram acidentes com humanos nas praias e litorais, o que acontece porque, ao serem tocados, os cnidócitos liberam esses compostos. Salvo raras exceções, a reação em humanos é leve e se limita à ardência e queimação.

Quais as classes de cnidários?

Cnidaria é o nome dado ao filo dos cnidários. Mas essa classificação é ampla, incluindo outras classes de animais. 

Assim, existem quatro conjuntos de animais que estão agrupados em Cnidária. Confira abaixo!

Hydrozoa 

Essa classe engloba as hidras, caravelas e algumas águas vivas. Seu ciclo de vida engloba as fases de pólipo e medusa. A maioria se encontra em ambientes marinhos e, muitas vezes, formam colônias de pólipos. 

Suas características permitem que sejam filtradores ou predadores, a depender das particularidades de cada espécie hidrozoária.

Cifozoa 

A classe cifozoa (ou scyphozoa) é representada pelas medusas ou águas-vivas. Esses seres têm simetria radial e, majoritariamente, ocorre a fase medusoide

Assim, eles têm vida livre e, conforme o ciclo metagênico, andam com a “boca para baixo”.

Para melhor compreensão, acompanhe uma explicação e um esquema lúdico sobre o ciclo reprodutivo cifozoário.

Os animais adultos, em forma de medusa, liberam gametas por meiose. Com a união gamética, será formado o zigoto, o qual se multiplica e forma a larva plânula. No decorrer do tempo, essa estrutura continua as divisões mitóticas e se fixa em um substrato – é a fase de pólipo. De forma assexuada, o animal cresce e libera algumas “frações” polipoides que se soltam do animal, isso origina a larva éfira. Por fim, a éfira é submetida a mitoses e se torna um adulto medusoide. 

Cnidários - Estratégia Vestibulares

Antozoa e Cubozoa

A classe Anthozoa ou antozoa é lembrada por sua fixação ao substrato. Seus principais representantes são os corais e anêmonas. Dessa forma, os recifes de corais são grandes populações de cnidários antozoários.

Seu formato corporal é cilíndrico com simetria radial, e sua boca é rodeada por cnidócitos. Além disso, o habitat principal dessa classe são os mares tropicais.

A classificação cubozoa é menos conhecida, mas agrupa algumas espécies medusoides como as vespas do mar.

Cnidários e Poríferos

Os poríferos correspondem aos animais de organização mais simples. Eles são conhecidos por seu formato esponjoso e por serem parazoários. Portanto, não ocorre a diferenciação dos tecidos embrionários, porque o desenvolvimento é pausado na fase de blástula.

A digestão dos poríferos é somente intracelular, por meio da fagocitose e das enzimas lisossômicas. 

A reprodução deles pode ocorrer por brotamento ou fragmentação, como desenvolvimentos assexuados, ou por meio do lançamento de gametas – em um ciclo sexuado.

Nesse sentido, pode-se perceber muitos pontos evolutivos entre um filo e outro. 

No surgimento dos cnidários, observa-se o aparecimento de novos folhetos embrionários: a ectoderme e a endoderme. A digestão admite a forma extracelular. Além disso, aparecem indícios de um sistema nervoso, ainda que pouco coordenado. Além disso, a fixação é trocada pela possibilidade de uma vida natante, como nas águas vivas.

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