Sabemos que existem vacinas para diversas doenças, mas você conhece a história por trás do imunizante e entende como ele funciona? Fique neste artigo do Estratégia Vestibulares e tire todas as suas dúvidas sobre a vacina e seu método de imunização!

O que é vacina?

As vacinas são substâncias produzidas em laboratórios para estimular o sistema imunológico da pessoa, de modo a assegurar a imunização contra alguma infecção.

A base para a produção dessas substâncias são os agentes causadores da doença — agentes patogênicos, como vírus ou bactérias , que podem estar vivos, mortos, inativos, em fragmentos ou pode ser utilizado apenas sua proteína e material genético. Sendo assim, ao serem introduzidos no organismo, provocam a imunização. 

Como funciona a vacina?

Assim que a vacina entra no corpo do indivíduo, o organismo irá se deparar com um antígeno substância estranha e começará o processo de criação de anticorpos, os quais combaterão os agentes patogênicos já enfraquecidos. 

Mesmo após os anticorpos terem acabado com a infecção, eles vão permanecer no organismo. A partir disso, será criada uma memória imunológica, caso haja um novo contato com o patógeno, que é a responsável pela produção antecipada de anticorpos especializados, os quais evitarão a manifestação da doença no futuro. 

O papel da vacina é fazer com que o desenvolvimento da infecção não aconteça, já que ela reduz os riscos que a pessoa poderia correr após a entrada dos agentes patogênicos.

Como funciona a vacina

Vacinas no Brasil

No Brasil, diversas vacinas são oferecidas de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Todas elas correspondem ao Calendário Nacional de Vacinação Brasileiro, que inclui crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos. Confira abaixo quais são essas vacinas:

  • BCG;
  • Hepatite B;
  • DTP+Hib+HB (Penta);
  • Poliomielite 1,2,3;
  • Pneumocócica 10 valente (Pncc 10);
  • Rotavírus humano G1P1 (VRH);
  • Meningocócica C (conjugada);
  • Febre Amarela (Atenuada);
  • Poliomielite 1 e 3 (VOP – atenuada);
  • Difteria, Tétano, Pertussis (DTP);
  • Sarampo, Caxumba, Rubéola (SCR);
  • Sarampo, Caxumba, Rubéola, Varicela (SCRV);
  • Hepatite A (HA);
  • Varicela;
  • Diftéria, Tétano (dT);
  • Papilomavírus humano (HPV);
  • Pneumocócica 23-valente (Pncc 23); e
  • Influenza.

Caso o cidadão queira se vacinar, basta se apresentar em um posto de saúde com a sua carteira de vacinação.

Vacina Covid

A vacina contra o coronavírus é a grande aposta dos cientistas e profissionais da área da saúde para o controle e fim da pandemia.

A pandemia do novo Coronavírus

O primeiro caso do novo coronavírus (Sars-Cov-2) foi visto na cidade chinesa Wuhan, no dia 31 de dezembro de 2019. Menos de três meses depois, em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o mundo se encontrava em estado de pandemia de Covid-19, quase um ano se passou e a declaração não foi mudada. 

Desde então, diversos países decretaram lockdown medida que permite à população sair de casa apenas para atividades essenciais —, o uso de máscaras passou a fazer parte da vida de todos e atividades que antes eram rotineiras tiveram que ser canceladas.

A doença causada pelo novo coronavírus provoca desde infecções assintomáticas até casos graves. A principal problemática da Covid-19 é a sua transmissão, que  acontece de forma fácil e rápida. O paciente pode ser infectado através de toques, apertos de mãos contaminadas, gotículas de saliva, espirros, tosse, catarro e objetos ou superfícies contaminadas.

Corrida pela vacina do covid-19

Desde a confirmação do primeiro caso da doença, cientistas do mundo todo se manifestaram para descobrir algum tratamento, cura ou vacina contra o vírus. Diversos países fizeram parcerias para tornar o processo de estudo e produção da vacina mais rápido e eficiente. 

Corrida pela vacina

No final de 2020, as organizações que estavam fazendo testes das vacinas começaram a divulgar seus resultados. Confira:

PaísVacinaFases de TestesPessoas TestadasEficácia
Estados Unidos e AlemanhaPfizer/BioNTechFase 3 concluída43.66195%
Estados UnidosModernaFase 3 concluída30.00094,50%
RússiaSputnik VFase 3 em andamento40.00091,40%
Reino UnidoAstraZeneca/OxfordFase 3 concluída11.63670,40%
ChinaCoronavac (Sinovac)Fase 3 concluída13.00050,38% (eficácia global)

A Revolta da Vacina

Também conhecida como uma rebelião popular, a Revolta da Vacina, foi um movimento ocorrido na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1904, contra a vacinação obrigatória da Varíola.

Mas, antes de falar sobre a revolta, é necessário lembrar do cenário que assolava o Rio de Janeiro, em meados de 1902. As ruas da cidade estavam tomadas por toneladas de lixo, o que resultava na manifestação da Varíola e na proliferação de mosquitos e ratos, que são transmissores de doenças fatais, como a Febre Amarela e a Peste Bubônica.

Diante dessa situação, o Presidente da República da época, Rodrigues Alves, decidiu reurbanizar e providenciar saneamento básico para a cidade do Rio de Janeiro. Essa medida sucedeu no alargamento das ruas e na construção de obras públicas, o que afetou diretamente as camadas mais pobres da população.

Após serem desalojadas, as pessoas foram obrigadas a se mudar para as áreas mais periféricas da cidade, locais que eram muito longe de seus trabalhos, o que gerou indignação.

Com o decorrer dos anos, a Varíola continuava a contaminar a população da capital carioca e foi por isso que, em 1904, Oswaldo Cruz, médico contratado para combater as doenças, incitou o governo a enviar ao Congresso um projeto para restaurar a lei de obrigatoriedade da vacinação, a qual foi aprovada em 31 de outubro.

Os agentes de saúde pública, acompanhados pelos policiais, invadiam as casas das pessoas e as vacinavam à força, consequentemente, a população, que antes já estava indignada com sua situação, ficou ainda mais descontente.

O resultado desse descontentamento, somado às atitudes de agitadores e a indignação pelos desalojamentos, resultou na Revolta da Vacina. 

No dia 5 de novembro, foi criada a Liga Contra a Vacinação Obrigatória. Em seguida, do dia 10 ao dia 16 de novembro de 1904, as ruas da cidade do Rio de Janeiro foram tomadas pelo público da camada mais popular.

A rebelião foi marcada pela violência, bondes foram derrubados e queimados, alguns edifícios foram depredados e houve muita confusão entre a população, os policiais e os agentes de saúde.

Após repressão do governo a revolta chegou ao fim, tendo como resultado diversas prisões, deportações, feridos e mortos. 

No dia 16 de novembro do mesmo ano, foi revogada a obrigatoriedade da vacinação.

Como pode cair no vestibular

A temática da vacina já é muito falada desde sua criação, contudo, por conta do cenário que o mundo se encontra atualmente, esse assunto está cada vez mais em alta. A cada nova vacina criada são muitas as especulações e perguntas que surgem.

Por ser um tema atual e popular, há grandes chances do aluno encontrar questões relacionadas a esse assunto nas provas. Confira abaixo como pode ser cobrado:

  • Como funciona a vacina e que tipo de imunização ela provoca;
  • A relação que a vacina tem com a saúde pública;
  • Quais são os tipos de vacina e como funcionam suas respectivas imunizações; e
  • Relação sócio-histórica de vacinas contra doenças como Varíola e Febre Amarela.

Esses são apenas alguns tópicos que podemos relacionar à temática das vacinas. É sempre bom que o aluno fique atento às novidades que envolvem esse assunto, já que ele pode ser associado com as ciências, seja ela de biológicas, humanas ou exatas.

Agora que você já sabe o que é a vacina, como ela funciona e como é a vacinação no Brasil, seus estudos ficaram muito mais completos! Fique sempre ligado no que está acontecendo no Brasil e no mundo com o Estratégia Vestibulares. 

Para se manter atualizado, confira mais artigos no nosso blog!

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