Você sabia que no dia 21 de março é celebrado o Dia Internacional contra a Discriminação Racial? A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 1966 e o dia foi escolhido em homenagem às vítimas do Massacre de Sharpeville, ocorrido em 1960. 

Quer saber mais sobre este evento e sobre como a discriminação racial está presente em nossos dias? O Estratégia Vestibulares conta para você!

O que é discriminação racial?

Oficialmente, a discriminação racial se configura como todo ato de desconsideração, exclusão, estupidez ou incivilidade por consequência de raça, cor, etnia, origem nacional ou ética.

Esclarecendo que o racismo não ocorre só com o povo negro. Ele pode se manifestar contra: indígenas, asiáticos, etc. 

Abaixo, focaremos na discriminação racial contra os negros ao decorrer da história.

Discriminação Racial: Massacre de Sharpeville

Em 21 de março de 1960, na cidade de Sharpeville, província de Gautung na África do Sul, 20 mil negros desarmados foram protestar contra a Lei de Passe. Essa lei, criada em 1945 após instaurado o Apartheid, era mais uma forma de opressão da minoria branca sul-africana contra o povo negro. 

Por causa dessa lei, a população preta era obrigada a andar com uma caderneta indicando os lugares em que eles podiam transitar. No dia do massacre, os manifestantes tinham a intenção de protestar sem documentos, para que todos fossem detidos e presos. O objetivo era causar problemas para as autoridades locais, gerando uma superlotação nas cadeias da região pelo número de pessoas que seriam presas em simultâneo. 

Entretanto, um grupo de policiais decidiu abrir fogo contra os manifestantes, causando a morte de 69 pessoas e deixando 186 feridos. Seis anos após o ocorrido, a ONU definiu que o dia 21 de março, seria a data do combate contra a discriminação racial, homenageando as 69 vítimas do massacre de Sharpeville.

Exemplos de Discriminação Racial

A partir da definição de discriminação racial é possível identificar como o racismo se manifesta de várias formas em nossa rotina como sociedade. Confira abaixo a descrição de alguns desses tipos:

Racismo Cultural

A prática acontece quando existe o pensamento de que uma raça ou cultura é superior a outra. Uma atitude que exemplifica essa categoria de racismo é a estipulação de estereótipos, com o intuito de descredibilizar uma determinada raça.

O processo da catequização europeia contra os povos sul-americanos e africanos no período colonialista é um exemplo disso. As religiões das populações eram negadas e escrachadas em virtude da instituição do cristianismo como religião oficial.

Racismo Institucional

Acontece quando instituições e governos promovem a desigualdade e a discriminação racial. Isso é visto quando não é oferecida uma prestação de serviço adequada, ou até mesmo quando não há as oportunidades necessárias para as pessoas daquela raça crescerem social e profissionalmente.

Exemplificando, segundo pesquisa feita pelo IBGE, no ano de 2019, os negros recebiam em média, 56,5% a menos que os brancos. Situações como essa, mostram a desigualdade que a população negra sofre.

Racismo Econômico

Devido à escravidão que o povo negro foi submetido em várias sociedades, a consequência foi uma disparidade econômica e social muito grande em relação ao povo branco. 

Essa desigualdade  se mostra em atrasos educacionais, falta de oportunidades e de perspectiva da população negra ao redor do mundo. Podemos observar um exemplo desse cenário quando vemos a pequena porcentagem de pessoas negras no topo do mercado de trabalho, em cargos de alta patente empresarial. Em pesquisa feita pelo IBGE, no ano de 2017, com mais de 500 empresas brasileiras, constatou-se que negros e pardos ocupam apenas 10% de cargos de chefia nas instituições.

Principais episódios de racismo na história

Ao longo da História, diversos governos promoveram e implementaram políticas a favor da discriminação racial. Você pode conferir abaixo, três dos exemplos mais conhecidos e cobrados no vestibular. 

Apartheid

O regime do Apartheid foi estabelecido na África do Sul, no ano de 1948, e privava o povo negro de seus direitos básicos. Dentre as medidas que sufocavam a população negra estavam as listadas abaixo: 

  • Negros não podiam transitar ou estudar nos mesmos lugares que as pessoas brancas;
  • Era obrigatório andar com cadernetas para comprovar onde estavam indo (Lei do Passe); e 
  • Eram impossibilitados de entrarem em universidades e de alcançarem cargos de relevância no país. 

Regime Nazista

Na década de 30, ascendeu ao poder como primeiro-ministro da Alemanha Adolf Hitler. O ditador, inspirado pelas ideias do sociólogo inglês Houston Stewart Chamberlain, conquistou multidões e multidões com seus discursos sobre os ideais de supremacia da raça ariana. Hitler apontava como inimigos grupos como os judeus e pregava que os arianos eram superiores a qualquer outra raça. 

Por conta do desespero em relação à crise que a Alemanha passava, milhares de pessoas concordaram com as ideias que Hitler defendia. Anos depois, essas ideias foram aplicadas em políticas como o Holocausto.

Estados Unidos

O racismo contra os povos não-brancos nos Estados Unidos sempre existiu, mesmo após a abolição da escravidão e a concessão de direitos aos negros depois da Guerra de Secessão. 

O racismo é particularmente forte ao Sul dos EUA, sendo que até a década de 1960 negros tinham grande dificuldade para viver na região. O povo negro era tratado como aberração, separados da sociedade em lugares “só para negros”, caçados por organizações como a Ku Klux Klan (KKK), assassinados e queimados vivos. Além disso, os responsáveis pelos crimes nunca eram punidos pela lei.

Nomes como Rosa Parks, Martin Luther King Jr. e Malcolm X foram grandes responsáveis pela luta por igualdade e direitos dos negros no território americano. Atualmente, o povo negro ainda sofre com problemas por conta da raça, como: opressão policial, má prestação de serviços e falta de assistência das autoridades.

Discriminação racial:Black Lives Matter

O “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam, em português) foi uma organização fundada em 2013 por três ativistas norte-americanas: Alicia Garza, Patrisse Cullors e Opal Tometi. A fundação surgiu devido a absolvição de George Zimmerman, acusado do assassinato do jovem negro, Trayvon Martin, que estava voltando para casa após comprar doces, e morreu com um tiro no peito. A organização ficou mundialmente conhecida 1 ano depois, após dois novos casos de assassinatos de jovens negros desamados. Michael Brown, de 18 anos, foi morto em Ferguson, e Eric Garner, de 43 anos, estrangulado na cidade de Nova York.

O movimento se transformou em um protesto mundial pela luta dos direitos dos negros. Ao passar desses últimos anos a instituição cresceu muito, se tornando em uma bandeira de representatividade negra e de militância contra a discriminação racial.

A hashtag #BlackLivesMatter explodiu nas redes sociais, quando em maio de 2020, o caso de assassinato de George Floyd, que indefeso, foi durante oito minutos, asfixiado até a morte por um policial. O caso gerou uma onda de revoltas e protestos por todo o território dos Estados Unidos.

As três fundadoras sempre enfatizam que o BLM não é apenas uma ‘hashtag’, e sim, um canal de luta e combate contra desigualdade racial pelo mundo.

Discriminação Racial no Brasil

A discriminação racial é uma herança que o país carrega desde os tempos da colonização portuguesa no Brasil. Oficialmente, foram 388 anos de escravidão, porém, mesmo após a lei de abolição, não foi dado o suporte social necessário para a população negra prosperar em terras brasileiras. 

O resultado é visível até os dias atuais, em existe uma grande desigualdade social entre o povo branco e povo negro no país. Dados do IBGE e do Ipea mostram que negros chegam a ganhar 59% do salário que brancos ganham. Casos de opressão policial e racismo são vistos diariamente no Brasil.

Em estudo levantado pelo “Atlas da Violência”, observou-se que o índice de homicídios de negros por 100 mil habitantes cresceu em 11,5%, de 2008 a 2018. A taxa foi de 34,3 para 37,8 mortos nesses anos. Em comparação, o assassinato de não-negros no país diminuiu 12,9% no mesmo período. 

No ano de 2018, o mesmo instituto levantou que, de todos os homicídios que aconteceram no país, 75,7% das vítimas eram negras. Dados e estudos como esses mostram a importância de se discutir a discriminação racial atualmente. Programas de conscientização, oferta de oportunidades para minorias e algumas outras políticas são de extrema importância na luta contra a desigualdade racial.

Discriminação Racial: como cai nos vestibulares

Eventos como o Apartheid, a Guerra de Secessão e o Nazismo, caem regularmente nas questões de histórias nos vestibulares. Além disso, assuntos citados nesse texto, como a desigualdade social do povo negro, podem cair nas provas de sociologia dos exames!

Para se preparar, confira os cursos do Estratégia Vestibulares! A luta contra a discriminação racial, e para a aprovação no vestibular é diária, lembrem-se disso!

Discriminação Racial - Estratégia Vestibulares

 

 

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